domingo, 20 de julho de 2008

Desencontros...


"Cada vez que estou, não estás
Quando esqueço, voltas atrás
Sempre fora do tempo
Que temos para nós

Cada vez que sinto, sais
Quando esqueço, vens atrás
Sempre fora do tempo
E esqueces de amar
Desisti de tentar Acertar o teu tempo e o meu Não há nada a fazer A vida ri de nós

Cada vez que dói, eu vou
Quando esqueces, eu não estou
Sempre fora do tempo
E vives sem dar

Cada vez que erras sou Vestígio do que posso ser
Sempre fora do tempo
Sinto a sufocar
Desisti de tentar
Acertar o teu tempo e o meu
Não há nada a fazer
A vida ri de nós (sim, ri de nós)

Cada vez que estou, não estás
Quando esqueço, voltas e eu sou menos tua
E tu sais de mim
Estamos fora do tempo
Estamos fora de nós
Ficamos por fim sós

Desisti de tentar
Acertar o teu tempo e o meu
Nada há a fazer
A vida ri de nós (sim, ri de nós)"



Pluma (fora do tempo)


P.S. -

a vida ri de nós e nós é que devíamos rir dela!

Odeio o tempo tanto como ele a mim!


sábado, 19 de julho de 2008

O som do silêncio...


Entro em casa fecho a porta e oiço-te deixo que me invadas...e isso dá-me prazer!Ouvir o som da minha respiração, dos meus pensamentos, o sentir-me dona do espaço em que estou, não permito a ninguém que invada com uma única palavra o discurso que ele tem! Cada vez mais apelo ao silêncio, que em certas alturas é sem dúvida a melhor conversa que se pode ter, quer dizer tanto, deixa tudo em aberto!

Sento-me perto de ti e depois de tudo que se fala vem um momento em que tudo deixa claro, mas que confunde...o silêncio...invade-me de prazer ouvir-te em silêncio, o olhar, a respiração, o sussurrar...muito boa gente tem a capacidade de falar, mas o dom de se calar no momento certo, de dar como resposta o silêncio, a coragem de se calar, não revelar tudo de uma vez...

Deito-me na cama e reflicto no teu e no meu silêncio...é impossível refutar um silêncio...é impossível ficar totalmente esclarecida com um silêncio...mas também é nesta hora que penso que esse silêncio não quer dizer um não, não quer dizer uma decisão...quer deixar ir...

Deixo-me ir pela noite fora e mais silêncio...um silêncio cheio de sons de uma cabeça demasiado cheia de palavras...

Neste momento...preciso de te ouvir, o som do silêncio! preciso de silêncio suficiente para ouvir o que realmente tenho na cabeça...d ouvir as lágrimas, de ouvir os sentimentos, de clarificar-me para não complicar...

Não quero um silêncio da solidão, que tormenta, que magoa os ouvidos...quero um som, o som do meu mundo...ter o meu tempo...desligar e ouvir-te, som do silêncio!!!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Amor é vida (texto de 2003 - a inocência dos 15 anos...)

Amor é vida
A vida é amor
Ela sempre atrevida e
Ele com o seu esplendor

Amor tema infinito,
Tema confuso
Deixa-te aflito e
A mim sem "parafuso"

Sem amor não conseguimos viver
Dá-nos ânimo para vencer
Tudo o que fazemos nos dá prazer
Apesar de nos fazer sofrer

Gostava de poder amar,
Amar um amor possível
Amar sem me enganar,
Mas é pouco previsível

Mas como é que alguém me pode amar?
Se por vezes nem de mim sei gostar,
Contento-me às vezes a sonhar
Simplesmente com o teu olhar

Por vezes um olhar não basta
Um beijo não chega
Um abraço te afasta,
Mas um "amo-te" aconchega

Amo-te gostava de te ouvir dizer,
Mas um sentido e verdadeiro
Ajudar-me a crescer
A sentir o teu cheiro

Amar se vou conseguir não sei
Sem sofrer, duvido
Amar contigo, sonhei
A saíres comigo convido


Poder ficar junto a ti gostava
A amar-te sem fim,
Adorava, e sempre
A ter-te junto a mim

nunca correspondeste ao que pedi
Mas, sempre o previ,
Quanto sofri
Mas, sobrevivi

Só me resta aprender a amar
Em platónico
O que apenas me faz sonhar
E a ti te deixa um pouco irónico

Mas sonhos sem amor
Não fazem sentido
Mas alguns são dor
E até em sonhos tenho sofrido

Amor, amor, amor
Sempre muito vazio
Sempre cheio de cor
E raramente sombrio

Quem tenta definir o amor é louco
Se este tão quieto faze estragos
Sabe-nos sempre a pouco
E deixa-nos por vezes gagos

Amor até nos faz corar
Mesmo sem querer
Pensamentos rápidos sempre a passar
Algo sempre a crescer

Algum ser vivo vive sem amor?
Não, porque o seu mistério nos envolve
Apesar de ser inovador
Alguns problemas nos resolve

O amor é inevitável
Que nos toca no fundo
Algo inexplicável
Sempre muito profundo

Amor, horas e horas que passam
Sem passar.
Horas e horas que matam
O sonho de sonhar

Amor, infinito como o mar
Misterioso, grandioso
Talvez inesgotável como o ar
Sem dúvida muito poderoso

Amar e não ser amada
É cruel desilusão
É como andar naufragada
Caminhar perdida na escuridão

Amor quente
Por vezes impertinente
É como fogo ardente
Que me deixa contente

Cansada e triste sem pensar
Perguntei "alguém me quer amar?"
Comecei a sonhar
Não obtive resposta e comecei a chorar

Até que alguém me disse
"queres que te ensine a amar?"
Sim, respondi antes que desistisse
Respondeu "encosta a tua boca na minha e não me deixes falar"

Mas, como recordo momentos de glória
Os contos de amor.
Ser feliz num desgosto sem história
Cansada, sem chamar a atenção, apenas desejo paz no meu coração.

Amor é algo que se sente sempre que não se quer e algo que se sente sem querer. Faz nos sonhar acordados e ficamos acordados a sonhar. Amar é algo que nem todos por vezes conseguimos fazer!!

Recordar é reler...


Tudo muda, nada permanece imóvel”. (Buda) É por isso, que vou colocar alguns textos meus antigos, até porque “não há nada como regressar a um lugar que permanece inalterado para descobrir como mudámos” (Nélson Mandela).

A verdade é que "o Homem precisa passar por diversas etapas antes de poder cumprir o seu destino" (Paulo Coelho - O monte cinco)...e porque ao reler o que fui escrevendo ao longo dos tempos vejo a minha maneira de interpretar o que me acontecia e a minha maneira de olhar o mundo...porque "quando expressar-se, poderá dizer ao mundo o que quer dele...todas as acções tomadas no mundo, para o bem e para o mundo, são primeiro criadas pelas palavras" (Jacqueline Kennedy Onassis, 1ª dama e editora)...

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Fazer contas para eu não ficar com prejuízo!

Cada vez mais acho que o meu coração é um hotel em que as pessoas permanecem mais ou menos tempo e há quem tenha quartos permanentes tal como a família e amigas e amigos! Outros pelo contrário entram e saem, não chegam sequer a fazer um check-in, limitando-se a entrar ver o ambiente e sair, estas são aquelas pessoas que eu vejo uma vez na vida, conheço e nunca mais falo, há aquelas que se sentam na sala de espera e ficam para uma conversa de entrada e quem sabe deixam algum contacto mas não ficam para dormir, são aquelas pessoas com quem travo algum conhecimento e que cumprimento. Há uma vastidão de casos particulares, quartos partilhados, quartos individuais, quartos pessoais…

Tu, tal como outras pessoas que conheci, entraste, mas ficaste para uma conversa, foste entrando e conhecendo o hotel antes de te permitires a dormir lá. Entrando e saindo dessa mesma forma, de uma forma fugaz. Dirigiste.te a mim e decidiste que talvez fosses ficar por breves instantes e descansar, não permiti de modo algum que ficasses num quarto só teu e ficaste a partilhar o quarto com muitas outras pessoas que no momento estavam no mesmo escalão de pagamento que tu (bem não é bem de pagamento sempre me pagaste mais, mas em questões de separação de sentimentos)!! Depois de algumas entradas para esse teu descanso que me pagavas com conversas, carinhos e até algumas dores de cabeça, entradas fugazes…raramente ficavas uma noite e como tal permanecias a partilhar o quarto! Até ao momento que resolveste pagar a tempo e horas e com uma maior intensidade…fez-me entregar-te um quarto só para ti, um espaço nada pessoal um quarto só teu, onde permanecias já uma noite, e pagavas muito mais do que antes, cobrava-te mais já que tinhas um espaço só teu! Apesar dos pagamentos atrasados, a prestações, talvez não concordasses com o pagamento, eu fui decorando o teu espaço de uma forma mais íntima, permanecia nele mais tempo que noutros quartos, dedicava especial atenção ao teu bem-estar. Ainda assim, tu parecias não notar que o quarto estava diferente, entravas nele quase com a mesma maneira de estar com que ias para o quarto que partilhavas, não notavas as diferenças nem o cuidado que nele eu tinha. Não notavas ou pura e simplesmente não abrias o teu coração para o que vias, menosprezas (ou fazes sentir-me isso) aquilo que sinto por ti! Também nunca te disse para notar, sempre quis que notasses a minha existência por ti que te lembrasses que tinha um quarto para ti sem te dizer! Não quero nunca que mudes por mim, mas que te moldes, não quero que digas nada, quero que o faças…as palavras, neste caso não as ouço, faz dos gestos aquilo que queres dizer (e se estas são as tuas palavras então acho que já me deste sinais demais que eu nunca te devia ter cedido o quarto)!! E confesso-te que estive com muitas dúvidas a pensar se te daria um quarto só para ti e se o decorava...nunca demonstraste que o querias! Ainda assim, eu coloquei-te num espaço meu, a escolha foi minha e como tal as consequências, inevitavelmente, recaíram sobre mim!

Bem, continuando com o quarto acho que chegou a hora de fazer contas, depois de tanto tempo devias ter pagado a entrada para o quarto e ter ficado com ele, porque acho que estiveste tempo demais nele sem te definires, não é que estejam mais pessoas para ficar nele, mas este era para ti e tu nem notaste, e acho que chegou a hora de te ir colocando novamente a partilhar um quarto. Porque como tu próprio disseste não tens capacidade de me dar mais do que me dás e de momento está bem assim…e como eu quero mais, gosto de ti e não quero exigir mais do que queres dar e, antes que comece a ficar com prejuízo e te dê mais do que recebo, vou-te dizendo que o melhor é ires partilhar o quarto. Mas com toda a calma porque foste um hóspede que entraste com calma nada de rebuliços de entrada nem exigências, ias e vinhas deixando sempre alguma marca, eu deixei entrar-te devagar, não te cedi logo um quarto teu, deixei que o teu pagamento e o tempo me levasse a ceder-to, e talvez custe mais que te diga que o tenhas de abandonar, porque foi tudo com tempo e espaço, sem pressas nem contractos iniciais, foste pura e simplesmente ficando, e agora que vejo, afinal nem check-in fizeste, eu pura e simplesmente deixei-te ficar e agora não precisas de assinar sinal de saída. Assim, como te deixei ficar, a coragem de tirar de lá tem que ser minha. No entanto, este quarto só teu vai, permanecer assim decorado, ainda incompleto, ainda a espera que pagues (a tempo) de forma a ficar com ele. (porque se tudo vem com o tempo, o esquecimento também) E, senão ficares pela consideração de tudo e por aquilo que senti, que nem sei descrever, algo muito esquisito, mas maduro demais para ser paixão e algo muito pouco trabalhado para ser amor, mas vou tirar o quarto da lista e ninguém mais lá vai ficar! E se gostar de alguém é dar-lhe a liberdade de ser ela própria, então eu gosto mesmo de ti, muito mais que aquilo que mereces...tu nem notas nem retribuis!E depois deste ajuste de contas final gostava de saber em que tipo de nível me tens tu, e mostrar-me um pouco do teu mundo, porque enquanto tu conheces um pouco do meu hotel nunca me deixaste entrar no teu, nunca permitiste sequer que me sentasse na mesma estrela do teu universo, sinto que sempre dormi num saco-cama à entrada do teu hotel!

domingo, 8 de junho de 2008

AsSOMBRAda de CONTRAd(L)içõeS...



Vejo-te e tento não olhar-te...
No fundo das coisas que reprimo eu quero-te...
Eu fujo, mas encontras-me...
Eu escondo-me ao mostrar-me...
O frio deste calor tão pouco humano...
O cheio do vazio humano...
Desejo e rejeito-me...
Sinto-me tão dormente...
Este estado de apatia me faz sentir demasiado (mais do que queria...)...
A estranheza de tentar conhecer-me...
Saber-me tão desconhecida...
Estou tão certa das dúvidas...
Desconfio das certezas...
Farta de querer...
De poder não ter...
Farta de chorar em seco...
O sol que me escurece...
Aquilo que não existe e me acontece...
A realidade que vivo a sonhar...
Aquilo que odeio e tenho que amar...
Aquilo que adoro e tenho que detestar...
Ah! A dormência do cérebro que não pára de parar...
E, não se farta de pensar...
Eterna confusão limitada...
Pessoa completa de falhas...
Estes erros tão certos que faço...
A dor que o prazer me causa...
A noite que me ilumina de ideias...
A solidão que me abraça...
Odeio gostar...
Não entendo a Lei da Injustiça...
E, a Injustiça na Lei...
Não compreendo a esperteza dos estúpidos...

...

O cheiro da água...
A cor da água...
Sinto o secar dos pulmões...
Respiro, mas falta-me oxigénio...
Sinto-me inundar de Luz...
Emergir...
E, por fim evaporo-me....
Esperando que o céu chore de novo...para eu me reciclar nesta lixeira....

segunda-feira, 26 de maio de 2008

AcoMOda-TE...(vida de amor ou amor de vida?!)


"Quero fazer o elogio do amor puro.
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade.
Já ninguém quer viver um amor impossível.
Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática.
Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa.
Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".
O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.
Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática.
O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha.
Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores.
O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor.
É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor.
A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."



p.s. - ah grande texto! não podia concordar mais com este texto...mas que sociedade que já nem no amor crê, crê em contas em conjunto, em partilha de tudo excepto de afectos puros e doentios! pensamos mais em conforto que propriamente em felicidade...talvez uma coisa traga a outra, o comodismo leva-nos a aceitar que tudo que nos traga o menor esforço possível é aquilo que nos faz feliz! limitarmos-nos a existir e não a viver...quanto menos trabalho der melhor, menos dores de cabeça e logo mais feliz..mas também não vivemos, existimos, respiramos mas não vivemos a plenitude da (in)definição do AMOR!"A paixão aumenta em função dos obstáculos que se lhe opõe" William Shakespeare...já não se vê nem as serenatas, nem as loucuras de jovens cuja paixão inunda o corpo dá asas até janelas altas, loucuras e que se arrisca a vida! loucuras de amor e amor de loucuras!!! mas a vida é assim, limitada que doi! em tempo, espaço...(inacabado..amanha continuo)

sábado, 24 de maio de 2008

Até agora aprendi...


Aprendi que a vida é dura, mas eu vou-me tornando ainda mais dura, formando uma capa protectora à minha volta, cada vez que algo me atinge eu fico imune para uma próxima vez... Aprendi que as oportunidades nunca são perdidas, pois alguém vai aproveitar as que perdi. Aprendi que devo ter sempre palavras doces e gentis, dizer as coisas da maneira mais suave possível, pois amanhã talvez tenha que eu engoli-las. Aprendi que eu não posso escolher o que acontece, mas posso escolher a atitude a tomar perante aquilo que me acontece. Aprendi que não posso escolher como me sinto, mas posso mudar o meu pensamento. Aprendi que todos querem viver no topo da montanha, o mais acima possível, mas que a aprendizagem, o crescimento e a felicidade acontece quando a escalamos. Aprendi que "há sessenta anos atrás, eu sabia tudo. hoje sei que nada sei. A educação é a descoberta progressiva da nossa ignorância" (wiil Durant). Aprendi que estou em evolução aquilo que fui ontem não o sou mais hoje, mas eu por vezes nem o noto! Aprendi que gosto que respeitem o meu espaço, mas tenho que respeitar o espaço e o tempo dos outros. Aprendi que como uma árvore, cresço em altura, mas vou.me ramificando para diversos pontos e de diversos pontos! Aprendi que é o amor (dos outros e o meu amor próprio) que cura as nossas mágoas! Aprendi que quanto mais tempo tenho menos faço (ai esta, é algo que devia mudar)!! Mas de todas estas e outras tantas coisas não mencionadas, aprendi que eu sem as pessoas não sou ninguém! ---> "tu sem mim, és tu, mas eu sem ti, não sou ninguém" (texto inspirado em frases de william shakespeare.)

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Tempo para que te quero?!


O meu pior inimigo é o tempo com aquele jeito desobediente que só ele sabe ter, contrariando-me, tem o dom de deixar ansiosa, obrigar-me correr para o poupar ou até controla-lo ao segundo.
Quando quero que chegue rápido ele faz de propósito fazendo.me sentir o passar de cada segundo. Quando desejo que ele demore permitindo-me saborear cada momento,eternizar as horas...ele tem pressa, vai a correr, nem o vejo passar! Queria ter a chave do cofre da corda (sim porque eu imagino o meu relógio com um controlo automático, mas que se dá a corda e é isso que o faz acelerar ou atrasar) do relógio que rege o meu mundo. Queria acertar as horas dos outros comigo, sintonizar os ponteiros..controlar a velocidade da passagem destes..queria que que não houvesse horas e nós seguissemo-nos pela nossa vontade, fazer tudo com calma e prazer.E, não passar a vida a controlar o tempo, a geri-lo...verificando que passo a vida a perder horas que a aproveita-las...que o gasto nas coisas que não me dão prazer do que naquelas que dão!!

domingo, 18 de maio de 2008

Em construção...


É só para avisar caros e caras leitores que eu sou muito de acrescentar coisas aos textos e possivelmente os textos que leram hoje amanha poderam ter mais alguma coisa ou menos!!...eu estou em permanente construção assim como as minhas ideias...

Vazios ou semi-completos?!



Será que pior que sentirmos a falta de alguém é nao sentirmos nada? apáticos ao que nos rodeia, sem sentirmos nada mais forte por alguem?
Estarmos desprovidos de qualquer paixao, sentimento de atracção...não sentir falta de nada, mas sentirmo-nos incompletos...indeferentes mas ainda assim convencidos que o melhor era uma paixao arrebatadora...
Por vezes nem sei, é sem dúvida mau sentir a falta de alguem, mas tão bom gostar de alguém...é ao ouvir o coração bater mais forte quando pensamos em alguém que nos lembra "olha afinal ainda estou viva!"...por outro lado, não sentir nada, impede-nos de nos magoarmos, desiludirmos...sem alguem a quem podemos dedicar preciosos momentos antes de dormir ou ao acordar...talvez também seja apatia a mais, mas também sofrimento a menos...

e se antes estava confusa agora não estou nada esclarecida!

Existência (round 1)


Nós como humanos que somos, tendemos claramente para nos aproximarmos de alguém, somos seres sociais (vá a maioria), muitas vezes ligamos-nos a alguém não só porque a amamos, mas sim porque precisamos de alguém que testemunhe a nossa existência! claramente a maior parte das uniões, excluindo que evidentemente o amor é um factor importante, mas porque se não existirmos para alguém, metemos em causa a nossa existência, precisamos sem duvida que alguém "registe" a nossa vida e aí sim, nos existimos! aí sim, sentimo-nos a viver!
daí que muito embora todos nos precisemos do nosso espaço, aquele mundo que ninguém toca e ninguém sequer ouse entrar (há momentos sagrados), também precisamos de alguém a quem contar os nossos registos diários, alguém que nos ouve (por vezes nem assimilada, nem processa a informação), mas está ali e ouve...para quê acontecer-nos algo senão podermos partilhar a informação, se o fizermos a nossa vida parece que não é em vão. sem os outros não somos claramente ninguém (ou pelo menos não nos sentimos alguém). "nós e os outros, o paradigma da verdadeira razão e sentido de existirmos."

sábado, 17 de maio de 2008

Um dia...


"Um dia…um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra é uma estupidez!...um dia descobrimos que a paixão e inevitável...um dia percebemos que o comum não nos atrai…um dia saberemos a importância da frase: "tu és eternamente responsável por aquilo q cativas"...um dia percebemos que somos muito importantes para alguém, mas não damos valor a isso…um dia percebemos como aquele amigo nos faz falta, mas ai já e tarde demais...enfim…um dia descobrimos que apesar de viver quase um século, esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizermos tudo aquilo que tem de ser dito...! A solução é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida, ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras... agora escolhe... " enviado para mim em 2006

p.s. _ acrescento ainda...u
m dia descobrimos que nem tudo é o que parece, desiludimos e somos desiludidos…um dia fazemos uma asneira no dia seguinte temos consciência dela...enfim…o tempo não espera por nós, porque que nós temos que esperar por ele...uma vez li que por vezes devemos dar tempo ao tempo, mas haverá esse tempo para dar...e depois a eterna frase "o tempo cura tudo"...o tempo não cura, atenua e eventualmente permite às más memórias um esquecimento...iludimo-nos se pensarmos que sim, senão fizermos para nos curarmos, para tratar das feridas o tempo pode é ainda levar infecções...devemos dar tempo (reduzido) àquilo que realmente nos dá prazer, dar tempo a uma porta fechada para que esta se abra, sendo que da chave não sabemos, é burrice! devemos esperar por portas encostadas...janelas entre-abertas...mãos desocupadas, corações a decidirem-se e mentes abertas! demos tempo para entender que tempo é algo que nós não controlamos nem nunca o vamos fazer...podemos atrasar um relógio mas que muda isso no mundo?nada...

quinta-feira, 15 de maio de 2008

sintonia...sintoniza.me!!




"Aprendi com você a saber o que é uma unidade; a ouvir o que não chega a ser dito,

porque sinto o que você pensa e você pensa o que eu sinto.

O melhor ainda é que cada um sabe de si, sabendo da privacidade do outro.

Aprendi a conhecer seu silêncio e entender seu dicionário mudo, apenas

pelo seu olhar; não preciso de palavras para saber sobre você e sei que você

também não precisa delas pra me entender pois, sabemos o que sentimos.

Aprendi a respeitar o mistério que nos une; a força que nos comanda e a

energia que sentimos; estou aprendendo a respeitar a capacidade de termos

uma sintonia que nos liga a mesma frequência nos fazendo um canal de poder,

exercido com alguém, criado por uma energia que emana de uma força maior.

Aprendi com você o valor de sermos um e sermos dois... sermos dois e

sermos um... é um estar juntos mesmo separados, numa integridade única

de quem sabe o que se quer e o que se sente; estou aprendendo com você

a sentir os reflexos dos sentimentos quando eles se confundem e não me

deixam entender nada do tudo que ainda não sei, fazendo com

que sinta em mim o que vejo em você.

Aprendi com você e com nossa sintonia, que tenho muito o que aprender."



(Cida Andrade)


p.s.: porque este é para ti...reforçando o que tinha referido na descriçao do blog a comunicação não são apenas através das palavras...e aquilo que realmente te quero dizer é o que está aqui...se é a verdade ou não, não sei..mas penso que sim!e sendo o pensamento que nos rege eu acredito que sim!e porque é o mistério que...eu não digo!

Não há principes encantados há sim encanto nos homens...


'O príncipe pode estar em qualquer lado. E pode mesmo. É uma questão de fé, totalmente arbitrária e aleatória, mas pode acontecer. A pessoa certa não é a mais inteligente, a que nos escreve as mais belas cartas de amor, a que nos jura a paixão maior ou nos diz que nunca se sentiu assim. A pessoa certa é aquela que quer mesmo ficar connosco. Tão simples quanto isto. Às vezes demasiado simples para as pessoas perceberem. O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe não é ele querer ser o homem da nossa vida. E há alguns que ainda querem. Os verdadeiros príncipes encantados não têm pressa na conquista porque como já escolheram com quem querem passar o resto da vida, têm todo o tempo do mundo. Ouvem-nos com atenção e carinho porque se querem habituar à nossa voz e entram-nos no coração bem devagar, respeitando as cicatrizes que só o tempo pode apagar. Podem parecer menos empenhados ou sinceros do que os anteriores, mas aquilo a que chamamos hesitação ou timidez talvez seja apenas uma forma de precaução para terem a certeza que não se vão enganar. O príncipe encantado não é o namorado mais romântico do mundo, que nos cobre de beijos, não é o que compra cd’s românticos, é o que nos ouve falar de tudo, mesmo das coisas menos agradáveis. Não é o que diz Amo-te, mas o que sente que talvez nos possa amar para sempre. O príncipe que sabe o que quer, não é o melhor namorado do mundo, é o namorado mais porreiro do mundo, porque não é o que olha todos os dias para nos, mas o que olha por nos todos os dias. Que partilha a vida e vê em cada dia uma forma de se dar aos que lhes são próximos. Que quando está cansado fica em silêncio, mas nunca deixa de nos envolver com um sorriso. O príncipe e um príncipe porque governa um reino, porque sabe dar e partilhar, porque ajuda, apoia e nos faz sentir que somos mesmo importantes. Claro que com tantos sapos no mercado, bem vestidos, cheios de conversa e tiradas políticas, como é que não nos enganamos? É fácil. Primeiro, é preciso aceitar que as vezes nos enganamos mesmo. E depois, e' preciso acreditar que um dia podemos ter sorte. E como o melhor de estar vivo e' saber que tudo muda, um dia muda tudo e ele aparece. Depois, é só deixá-lo ficar um dia atrás do outro. E SE FOR MESMO ELE, ELE FICA'


p.s. - Sempre que preciso lá está este texto colado ao meu roupeiro...não porque me precise lembrar que não há ninguém perfeito, mas porque como se sabe a ansia de por vezes ter alguém que se encaixe a nós de tal forma como uma peça de puzzle faz com que procuremos e procuremos..por vezes "quem mais escolhe menos acerta", já diz a minha mãe!e nós não precisamos de pessoas perfeitas, nós não o somos e ninguém será (até que um dia eventualmente nos tornemos máquinas)!precisamos de alguém que fundamentalmente goste de nós e que esteja lá quando precisamos e quando não precisamos...que esteja lá quando ela precisa de nós!devemos simplificar as coisas, clarificar a mente, descobrir e sermos descobertos (nunca por completo o mistério é e sempre será a "alma do negócio")...Ter consciência que aquilo que idealizamos será sempre uma utopia, raramente as coisas acontecem porque queremos e como queremos...mas não será isso que dá piada a tudo?! nem tudo o que nos dizem as palavras são para ser levadas a sério...devemos conhecer e ouvir a pessoa pelos seus gestos, acções e sem dúvida pelo olhar! Cada vez acredito mais que os nossos olhos são o espelho da aquilo que sentimos (eventualmente o espelho da alma), daquilo que somos, daquilo que queremos...toma atenção ao que eles te dizem...coloca te ao espelho e ve.te rir, eles sorriram contigo...se chorares são eles que libertam tudo o que tens acumulado dentro de ti! sente.te com raiva e eles meterão.te medo!!
bem, agora e para variar lá me dispersei...ou talvez não...porque é ao ler os olhos que podemos nos livrar dos sapinhos!!
Primeiro sente-te livre e depois avança para libertares outra mente!!

Lá diz o ditado "mais vale tarde do que nunca..."


olá a todos e todas!!
Após algumas tentativas (frustradas) de me mentalizar "vou criar um blog".....
Desta foi de vez!