domingo, 20 de julho de 2008

Desencontros...


"Cada vez que estou, não estás
Quando esqueço, voltas atrás
Sempre fora do tempo
Que temos para nós

Cada vez que sinto, sais
Quando esqueço, vens atrás
Sempre fora do tempo
E esqueces de amar
Desisti de tentar Acertar o teu tempo e o meu Não há nada a fazer A vida ri de nós

Cada vez que dói, eu vou
Quando esqueces, eu não estou
Sempre fora do tempo
E vives sem dar

Cada vez que erras sou Vestígio do que posso ser
Sempre fora do tempo
Sinto a sufocar
Desisti de tentar
Acertar o teu tempo e o meu
Não há nada a fazer
A vida ri de nós (sim, ri de nós)

Cada vez que estou, não estás
Quando esqueço, voltas e eu sou menos tua
E tu sais de mim
Estamos fora do tempo
Estamos fora de nós
Ficamos por fim sós

Desisti de tentar
Acertar o teu tempo e o meu
Nada há a fazer
A vida ri de nós (sim, ri de nós)"



Pluma (fora do tempo)


P.S. -

a vida ri de nós e nós é que devíamos rir dela!

Odeio o tempo tanto como ele a mim!


sábado, 19 de julho de 2008

O som do silêncio...


Entro em casa fecho a porta e oiço-te deixo que me invadas...e isso dá-me prazer!Ouvir o som da minha respiração, dos meus pensamentos, o sentir-me dona do espaço em que estou, não permito a ninguém que invada com uma única palavra o discurso que ele tem! Cada vez mais apelo ao silêncio, que em certas alturas é sem dúvida a melhor conversa que se pode ter, quer dizer tanto, deixa tudo em aberto!

Sento-me perto de ti e depois de tudo que se fala vem um momento em que tudo deixa claro, mas que confunde...o silêncio...invade-me de prazer ouvir-te em silêncio, o olhar, a respiração, o sussurrar...muito boa gente tem a capacidade de falar, mas o dom de se calar no momento certo, de dar como resposta o silêncio, a coragem de se calar, não revelar tudo de uma vez...

Deito-me na cama e reflicto no teu e no meu silêncio...é impossível refutar um silêncio...é impossível ficar totalmente esclarecida com um silêncio...mas também é nesta hora que penso que esse silêncio não quer dizer um não, não quer dizer uma decisão...quer deixar ir...

Deixo-me ir pela noite fora e mais silêncio...um silêncio cheio de sons de uma cabeça demasiado cheia de palavras...

Neste momento...preciso de te ouvir, o som do silêncio! preciso de silêncio suficiente para ouvir o que realmente tenho na cabeça...d ouvir as lágrimas, de ouvir os sentimentos, de clarificar-me para não complicar...

Não quero um silêncio da solidão, que tormenta, que magoa os ouvidos...quero um som, o som do meu mundo...ter o meu tempo...desligar e ouvir-te, som do silêncio!!!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Amor é vida (texto de 2003 - a inocência dos 15 anos...)

Amor é vida
A vida é amor
Ela sempre atrevida e
Ele com o seu esplendor

Amor tema infinito,
Tema confuso
Deixa-te aflito e
A mim sem "parafuso"

Sem amor não conseguimos viver
Dá-nos ânimo para vencer
Tudo o que fazemos nos dá prazer
Apesar de nos fazer sofrer

Gostava de poder amar,
Amar um amor possível
Amar sem me enganar,
Mas é pouco previsível

Mas como é que alguém me pode amar?
Se por vezes nem de mim sei gostar,
Contento-me às vezes a sonhar
Simplesmente com o teu olhar

Por vezes um olhar não basta
Um beijo não chega
Um abraço te afasta,
Mas um "amo-te" aconchega

Amo-te gostava de te ouvir dizer,
Mas um sentido e verdadeiro
Ajudar-me a crescer
A sentir o teu cheiro

Amar se vou conseguir não sei
Sem sofrer, duvido
Amar contigo, sonhei
A saíres comigo convido


Poder ficar junto a ti gostava
A amar-te sem fim,
Adorava, e sempre
A ter-te junto a mim

nunca correspondeste ao que pedi
Mas, sempre o previ,
Quanto sofri
Mas, sobrevivi

Só me resta aprender a amar
Em platónico
O que apenas me faz sonhar
E a ti te deixa um pouco irónico

Mas sonhos sem amor
Não fazem sentido
Mas alguns são dor
E até em sonhos tenho sofrido

Amor, amor, amor
Sempre muito vazio
Sempre cheio de cor
E raramente sombrio

Quem tenta definir o amor é louco
Se este tão quieto faze estragos
Sabe-nos sempre a pouco
E deixa-nos por vezes gagos

Amor até nos faz corar
Mesmo sem querer
Pensamentos rápidos sempre a passar
Algo sempre a crescer

Algum ser vivo vive sem amor?
Não, porque o seu mistério nos envolve
Apesar de ser inovador
Alguns problemas nos resolve

O amor é inevitável
Que nos toca no fundo
Algo inexplicável
Sempre muito profundo

Amor, horas e horas que passam
Sem passar.
Horas e horas que matam
O sonho de sonhar

Amor, infinito como o mar
Misterioso, grandioso
Talvez inesgotável como o ar
Sem dúvida muito poderoso

Amar e não ser amada
É cruel desilusão
É como andar naufragada
Caminhar perdida na escuridão

Amor quente
Por vezes impertinente
É como fogo ardente
Que me deixa contente

Cansada e triste sem pensar
Perguntei "alguém me quer amar?"
Comecei a sonhar
Não obtive resposta e comecei a chorar

Até que alguém me disse
"queres que te ensine a amar?"
Sim, respondi antes que desistisse
Respondeu "encosta a tua boca na minha e não me deixes falar"

Mas, como recordo momentos de glória
Os contos de amor.
Ser feliz num desgosto sem história
Cansada, sem chamar a atenção, apenas desejo paz no meu coração.

Amor é algo que se sente sempre que não se quer e algo que se sente sem querer. Faz nos sonhar acordados e ficamos acordados a sonhar. Amar é algo que nem todos por vezes conseguimos fazer!!

Recordar é reler...


Tudo muda, nada permanece imóvel”. (Buda) É por isso, que vou colocar alguns textos meus antigos, até porque “não há nada como regressar a um lugar que permanece inalterado para descobrir como mudámos” (Nélson Mandela).

A verdade é que "o Homem precisa passar por diversas etapas antes de poder cumprir o seu destino" (Paulo Coelho - O monte cinco)...e porque ao reler o que fui escrevendo ao longo dos tempos vejo a minha maneira de interpretar o que me acontecia e a minha maneira de olhar o mundo...porque "quando expressar-se, poderá dizer ao mundo o que quer dele...todas as acções tomadas no mundo, para o bem e para o mundo, são primeiro criadas pelas palavras" (Jacqueline Kennedy Onassis, 1ª dama e editora)...