Cada vez mais acho que o meu coração é um hotel em que as pessoas permanecem mais ou menos tempo e há quem tenha quartos permanentes tal como a família e amigas e amigos! Outros pelo contrário entram e saem, não chegam sequer a fazer um check-in, limitando-se a entrar ver o ambiente e sair, estas são aquelas pessoas que eu vejo uma vez na vida, conheço e nunca mais falo, há aquelas que se sentam na sala de espera e ficam para uma conversa de entrada e quem sabe deixam algum contacto mas não ficam para dormir, são aquelas pessoas com quem travo algum conhecimento e que cumprimento. Há uma vastidão de casos particulares, quartos partilhados, quartos individuais, quartos pessoais…
Tu, tal como outras pessoas que conheci, entraste, mas ficaste para uma conversa, foste entrando e conhecendo o hotel antes de te permitires a dormir lá. Entrando e saindo dessa mesma forma, de uma forma fugaz. Dirigiste.te a mim e decidiste que talvez fosses ficar por breves instantes e descansar, não permiti de modo algum que ficasses num quarto só teu e ficaste a partilhar o quarto com muitas outras pessoas que no momento estavam no mesmo escalão de pagamento que tu (bem não é bem de pagamento sempre me pagaste mais, mas em questões de separação de sentimentos)!! Depois de algumas entradas para esse teu descanso que me pagavas com conversas, carinhos e até algumas dores de cabeça, entradas fugazes…raramente ficavas uma noite e como tal permanecias a partilhar o quarto! Até ao momento que resolveste pagar a tempo e horas e com uma maior intensidade…fez-me entregar-te um quarto só para ti, um espaço nada pessoal um quarto só teu, onde permanecias já uma noite, e pagavas muito mais do que antes, cobrava-te mais já que tinhas um espaço só teu! Apesar dos pagamentos atrasados, a prestações, talvez não concordasses com o pagamento, eu fui decorando o teu espaço de uma forma mais íntima, permanecia nele mais tempo que noutros quartos, dedicava especial atenção ao teu bem-estar. Ainda assim, tu parecias não notar que o quarto estava diferente, entravas nele quase com a mesma maneira de estar com que ias para o quarto que partilhavas, não notavas as diferenças nem o cuidado que nele eu tinha. Não notavas ou pura e simplesmente não abrias o teu coração para o que vias, menosprezas (ou fazes sentir-me isso) aquilo que sinto por ti! Também nunca te disse para notar, sempre quis que notasses a minha existência por ti que te lembrasses que tinha um quarto para ti sem te dizer! Não quero nunca que mudes por mim, mas que te moldes, não quero que digas nada, quero que o faças…as palavras, neste caso não as ouço, faz dos gestos aquilo que queres dizer (e se estas são as tuas palavras então acho que já me deste sinais demais que eu nunca te devia ter cedido o quarto)!! E confesso-te que estive com muitas dúvidas a pensar se te daria um quarto só para ti e se o decorava...nunca demonstraste que o querias! Ainda assim, eu coloquei-te num espaço meu, a escolha foi minha e como tal as consequências, inevitavelmente, recaíram sobre mim!
Bem, continuando com o quarto acho que chegou a hora de fazer contas, depois de tanto tempo devias ter pagado a entrada para o quarto e ter ficado com ele, porque acho que estiveste tempo demais nele sem te definires, não é que estejam mais pessoas para ficar nele, mas este era para ti e tu nem notaste, e acho que chegou a hora de te ir colocando novamente a partilhar um quarto. Porque como tu próprio disseste não tens capacidade de me dar mais do que me dás e de momento está bem assim…e como eu quero mais, gosto de ti e não quero exigir mais do que queres dar e, antes que comece a ficar com prejuízo e te dê mais do que recebo, vou-te dizendo que o melhor é ires partilhar o quarto. Mas com toda a calma porque foste um hóspede que entraste com calma nada de rebuliços de entrada nem exigências, ias e vinhas deixando sempre alguma marca, eu deixei entrar-te devagar, não te cedi logo um quarto teu, deixei que o teu pagamento e o tempo me levasse a ceder-to, e talvez custe mais que te diga que o tenhas de abandonar, porque foi tudo com tempo e espaço, sem pressas nem contractos iniciais, foste pura e simplesmente ficando, e agora que vejo, afinal nem check-in fizeste, eu pura e simplesmente deixei-te ficar e agora não precisas de assinar sinal de saída. Assim, como te deixei ficar, a coragem de tirar de lá tem que ser minha. No entanto, este quarto só teu vai, permanecer assim decorado, ainda incompleto, ainda a espera que pagues (a tempo) de forma a ficar com ele. (porque se tudo vem com o tempo, o esquecimento também) E, senão ficares pela consideração de tudo e por aquilo que senti, que nem sei descrever, algo muito esquisito, mas maduro demais para ser paixão e algo muito pouco trabalhado para ser amor, mas vou tirar o quarto da lista e ninguém mais lá vai ficar! E se gostar de alguém é dar-lhe a liberdade de ser ela própria, então eu gosto mesmo de ti, muito mais que aquilo que mereces...tu nem notas nem retribuis!E depois deste ajuste de contas final gostava de saber em que tipo de nível me tens tu, e mostrar-me um pouco do teu mundo, porque enquanto tu conheces um pouco do meu hotel nunca me deixaste entrar no teu, nunca permitiste sequer que me sentasse na mesma estrela do teu universo, sinto que sempre dormi num saco-cama à entrada do teu hotel!
Tu, tal como outras pessoas que conheci, entraste, mas ficaste para uma conversa, foste entrando e conhecendo o hotel antes de te permitires a dormir lá. Entrando e saindo dessa mesma forma, de uma forma fugaz. Dirigiste.te a mim e decidiste que talvez fosses ficar por breves instantes e descansar, não permiti de modo algum que ficasses num quarto só teu e ficaste a partilhar o quarto com muitas outras pessoas que no momento estavam no mesmo escalão de pagamento que tu (bem não é bem de pagamento sempre me pagaste mais, mas em questões de separação de sentimentos)!! Depois de algumas entradas para esse teu descanso que me pagavas com conversas, carinhos e até algumas dores de cabeça, entradas fugazes…raramente ficavas uma noite e como tal permanecias a partilhar o quarto! Até ao momento que resolveste pagar a tempo e horas e com uma maior intensidade…fez-me entregar-te um quarto só para ti, um espaço nada pessoal um quarto só teu, onde permanecias já uma noite, e pagavas muito mais do que antes, cobrava-te mais já que tinhas um espaço só teu! Apesar dos pagamentos atrasados, a prestações, talvez não concordasses com o pagamento, eu fui decorando o teu espaço de uma forma mais íntima, permanecia nele mais tempo que noutros quartos, dedicava especial atenção ao teu bem-estar. Ainda assim, tu parecias não notar que o quarto estava diferente, entravas nele quase com a mesma maneira de estar com que ias para o quarto que partilhavas, não notavas as diferenças nem o cuidado que nele eu tinha. Não notavas ou pura e simplesmente não abrias o teu coração para o que vias, menosprezas (ou fazes sentir-me isso) aquilo que sinto por ti! Também nunca te disse para notar, sempre quis que notasses a minha existência por ti que te lembrasses que tinha um quarto para ti sem te dizer! Não quero nunca que mudes por mim, mas que te moldes, não quero que digas nada, quero que o faças…as palavras, neste caso não as ouço, faz dos gestos aquilo que queres dizer (e se estas são as tuas palavras então acho que já me deste sinais demais que eu nunca te devia ter cedido o quarto)!! E confesso-te que estive com muitas dúvidas a pensar se te daria um quarto só para ti e se o decorava...nunca demonstraste que o querias! Ainda assim, eu coloquei-te num espaço meu, a escolha foi minha e como tal as consequências, inevitavelmente, recaíram sobre mim!
Bem, continuando com o quarto acho que chegou a hora de fazer contas, depois de tanto tempo devias ter pagado a entrada para o quarto e ter ficado com ele, porque acho que estiveste tempo demais nele sem te definires, não é que estejam mais pessoas para ficar nele, mas este era para ti e tu nem notaste, e acho que chegou a hora de te ir colocando novamente a partilhar um quarto. Porque como tu próprio disseste não tens capacidade de me dar mais do que me dás e de momento está bem assim…e como eu quero mais, gosto de ti e não quero exigir mais do que queres dar e, antes que comece a ficar com prejuízo e te dê mais do que recebo, vou-te dizendo que o melhor é ires partilhar o quarto. Mas com toda a calma porque foste um hóspede que entraste com calma nada de rebuliços de entrada nem exigências, ias e vinhas deixando sempre alguma marca, eu deixei entrar-te devagar, não te cedi logo um quarto teu, deixei que o teu pagamento e o tempo me levasse a ceder-to, e talvez custe mais que te diga que o tenhas de abandonar, porque foi tudo com tempo e espaço, sem pressas nem contractos iniciais, foste pura e simplesmente ficando, e agora que vejo, afinal nem check-in fizeste, eu pura e simplesmente deixei-te ficar e agora não precisas de assinar sinal de saída. Assim, como te deixei ficar, a coragem de tirar de lá tem que ser minha. No entanto, este quarto só teu vai, permanecer assim decorado, ainda incompleto, ainda a espera que pagues (a tempo) de forma a ficar com ele. (porque se tudo vem com o tempo, o esquecimento também) E, senão ficares pela consideração de tudo e por aquilo que senti, que nem sei descrever, algo muito esquisito, mas maduro demais para ser paixão e algo muito pouco trabalhado para ser amor, mas vou tirar o quarto da lista e ninguém mais lá vai ficar! E se gostar de alguém é dar-lhe a liberdade de ser ela própria, então eu gosto mesmo de ti, muito mais que aquilo que mereces...tu nem notas nem retribuis!E depois deste ajuste de contas final gostava de saber em que tipo de nível me tens tu, e mostrar-me um pouco do teu mundo, porque enquanto tu conheces um pouco do meu hotel nunca me deixaste entrar no teu, nunca permitiste sequer que me sentasse na mesma estrela do teu universo, sinto que sempre dormi num saco-cama à entrada do teu hotel!
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