segunda-feira, 26 de maio de 2008

AcoMOda-TE...(vida de amor ou amor de vida?!)


"Quero fazer o elogio do amor puro.
Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade.
Já ninguém quer viver um amor impossível.
Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática.
Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa.
Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".
O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.
Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática.
O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha.
Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores.
O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor.
É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor.
A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.
A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."



p.s. - ah grande texto! não podia concordar mais com este texto...mas que sociedade que já nem no amor crê, crê em contas em conjunto, em partilha de tudo excepto de afectos puros e doentios! pensamos mais em conforto que propriamente em felicidade...talvez uma coisa traga a outra, o comodismo leva-nos a aceitar que tudo que nos traga o menor esforço possível é aquilo que nos faz feliz! limitarmos-nos a existir e não a viver...quanto menos trabalho der melhor, menos dores de cabeça e logo mais feliz..mas também não vivemos, existimos, respiramos mas não vivemos a plenitude da (in)definição do AMOR!"A paixão aumenta em função dos obstáculos que se lhe opõe" William Shakespeare...já não se vê nem as serenatas, nem as loucuras de jovens cuja paixão inunda o corpo dá asas até janelas altas, loucuras e que se arrisca a vida! loucuras de amor e amor de loucuras!!! mas a vida é assim, limitada que doi! em tempo, espaço...(inacabado..amanha continuo)

sábado, 24 de maio de 2008

Até agora aprendi...


Aprendi que a vida é dura, mas eu vou-me tornando ainda mais dura, formando uma capa protectora à minha volta, cada vez que algo me atinge eu fico imune para uma próxima vez... Aprendi que as oportunidades nunca são perdidas, pois alguém vai aproveitar as que perdi. Aprendi que devo ter sempre palavras doces e gentis, dizer as coisas da maneira mais suave possível, pois amanhã talvez tenha que eu engoli-las. Aprendi que eu não posso escolher o que acontece, mas posso escolher a atitude a tomar perante aquilo que me acontece. Aprendi que não posso escolher como me sinto, mas posso mudar o meu pensamento. Aprendi que todos querem viver no topo da montanha, o mais acima possível, mas que a aprendizagem, o crescimento e a felicidade acontece quando a escalamos. Aprendi que "há sessenta anos atrás, eu sabia tudo. hoje sei que nada sei. A educação é a descoberta progressiva da nossa ignorância" (wiil Durant). Aprendi que estou em evolução aquilo que fui ontem não o sou mais hoje, mas eu por vezes nem o noto! Aprendi que gosto que respeitem o meu espaço, mas tenho que respeitar o espaço e o tempo dos outros. Aprendi que como uma árvore, cresço em altura, mas vou.me ramificando para diversos pontos e de diversos pontos! Aprendi que é o amor (dos outros e o meu amor próprio) que cura as nossas mágoas! Aprendi que quanto mais tempo tenho menos faço (ai esta, é algo que devia mudar)!! Mas de todas estas e outras tantas coisas não mencionadas, aprendi que eu sem as pessoas não sou ninguém! ---> "tu sem mim, és tu, mas eu sem ti, não sou ninguém" (texto inspirado em frases de william shakespeare.)

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Tempo para que te quero?!


O meu pior inimigo é o tempo com aquele jeito desobediente que só ele sabe ter, contrariando-me, tem o dom de deixar ansiosa, obrigar-me correr para o poupar ou até controla-lo ao segundo.
Quando quero que chegue rápido ele faz de propósito fazendo.me sentir o passar de cada segundo. Quando desejo que ele demore permitindo-me saborear cada momento,eternizar as horas...ele tem pressa, vai a correr, nem o vejo passar! Queria ter a chave do cofre da corda (sim porque eu imagino o meu relógio com um controlo automático, mas que se dá a corda e é isso que o faz acelerar ou atrasar) do relógio que rege o meu mundo. Queria acertar as horas dos outros comigo, sintonizar os ponteiros..controlar a velocidade da passagem destes..queria que que não houvesse horas e nós seguissemo-nos pela nossa vontade, fazer tudo com calma e prazer.E, não passar a vida a controlar o tempo, a geri-lo...verificando que passo a vida a perder horas que a aproveita-las...que o gasto nas coisas que não me dão prazer do que naquelas que dão!!

domingo, 18 de maio de 2008

Em construção...


É só para avisar caros e caras leitores que eu sou muito de acrescentar coisas aos textos e possivelmente os textos que leram hoje amanha poderam ter mais alguma coisa ou menos!!...eu estou em permanente construção assim como as minhas ideias...

Vazios ou semi-completos?!



Será que pior que sentirmos a falta de alguém é nao sentirmos nada? apáticos ao que nos rodeia, sem sentirmos nada mais forte por alguem?
Estarmos desprovidos de qualquer paixao, sentimento de atracção...não sentir falta de nada, mas sentirmo-nos incompletos...indeferentes mas ainda assim convencidos que o melhor era uma paixao arrebatadora...
Por vezes nem sei, é sem dúvida mau sentir a falta de alguem, mas tão bom gostar de alguém...é ao ouvir o coração bater mais forte quando pensamos em alguém que nos lembra "olha afinal ainda estou viva!"...por outro lado, não sentir nada, impede-nos de nos magoarmos, desiludirmos...sem alguem a quem podemos dedicar preciosos momentos antes de dormir ou ao acordar...talvez também seja apatia a mais, mas também sofrimento a menos...

e se antes estava confusa agora não estou nada esclarecida!

Existência (round 1)


Nós como humanos que somos, tendemos claramente para nos aproximarmos de alguém, somos seres sociais (vá a maioria), muitas vezes ligamos-nos a alguém não só porque a amamos, mas sim porque precisamos de alguém que testemunhe a nossa existência! claramente a maior parte das uniões, excluindo que evidentemente o amor é um factor importante, mas porque se não existirmos para alguém, metemos em causa a nossa existência, precisamos sem duvida que alguém "registe" a nossa vida e aí sim, nos existimos! aí sim, sentimo-nos a viver!
daí que muito embora todos nos precisemos do nosso espaço, aquele mundo que ninguém toca e ninguém sequer ouse entrar (há momentos sagrados), também precisamos de alguém a quem contar os nossos registos diários, alguém que nos ouve (por vezes nem assimilada, nem processa a informação), mas está ali e ouve...para quê acontecer-nos algo senão podermos partilhar a informação, se o fizermos a nossa vida parece que não é em vão. sem os outros não somos claramente ninguém (ou pelo menos não nos sentimos alguém). "nós e os outros, o paradigma da verdadeira razão e sentido de existirmos."

sábado, 17 de maio de 2008

Um dia...


"Um dia…um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra é uma estupidez!...um dia descobrimos que a paixão e inevitável...um dia percebemos que o comum não nos atrai…um dia saberemos a importância da frase: "tu és eternamente responsável por aquilo q cativas"...um dia percebemos que somos muito importantes para alguém, mas não damos valor a isso…um dia percebemos como aquele amigo nos faz falta, mas ai já e tarde demais...enfim…um dia descobrimos que apesar de viver quase um século, esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizermos tudo aquilo que tem de ser dito...! A solução é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida, ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras... agora escolhe... " enviado para mim em 2006

p.s. _ acrescento ainda...u
m dia descobrimos que nem tudo é o que parece, desiludimos e somos desiludidos…um dia fazemos uma asneira no dia seguinte temos consciência dela...enfim…o tempo não espera por nós, porque que nós temos que esperar por ele...uma vez li que por vezes devemos dar tempo ao tempo, mas haverá esse tempo para dar...e depois a eterna frase "o tempo cura tudo"...o tempo não cura, atenua e eventualmente permite às más memórias um esquecimento...iludimo-nos se pensarmos que sim, senão fizermos para nos curarmos, para tratar das feridas o tempo pode é ainda levar infecções...devemos dar tempo (reduzido) àquilo que realmente nos dá prazer, dar tempo a uma porta fechada para que esta se abra, sendo que da chave não sabemos, é burrice! devemos esperar por portas encostadas...janelas entre-abertas...mãos desocupadas, corações a decidirem-se e mentes abertas! demos tempo para entender que tempo é algo que nós não controlamos nem nunca o vamos fazer...podemos atrasar um relógio mas que muda isso no mundo?nada...

quinta-feira, 15 de maio de 2008

sintonia...sintoniza.me!!




"Aprendi com você a saber o que é uma unidade; a ouvir o que não chega a ser dito,

porque sinto o que você pensa e você pensa o que eu sinto.

O melhor ainda é que cada um sabe de si, sabendo da privacidade do outro.

Aprendi a conhecer seu silêncio e entender seu dicionário mudo, apenas

pelo seu olhar; não preciso de palavras para saber sobre você e sei que você

também não precisa delas pra me entender pois, sabemos o que sentimos.

Aprendi a respeitar o mistério que nos une; a força que nos comanda e a

energia que sentimos; estou aprendendo a respeitar a capacidade de termos

uma sintonia que nos liga a mesma frequência nos fazendo um canal de poder,

exercido com alguém, criado por uma energia que emana de uma força maior.

Aprendi com você o valor de sermos um e sermos dois... sermos dois e

sermos um... é um estar juntos mesmo separados, numa integridade única

de quem sabe o que se quer e o que se sente; estou aprendendo com você

a sentir os reflexos dos sentimentos quando eles se confundem e não me

deixam entender nada do tudo que ainda não sei, fazendo com

que sinta em mim o que vejo em você.

Aprendi com você e com nossa sintonia, que tenho muito o que aprender."



(Cida Andrade)


p.s.: porque este é para ti...reforçando o que tinha referido na descriçao do blog a comunicação não são apenas através das palavras...e aquilo que realmente te quero dizer é o que está aqui...se é a verdade ou não, não sei..mas penso que sim!e sendo o pensamento que nos rege eu acredito que sim!e porque é o mistério que...eu não digo!

Não há principes encantados há sim encanto nos homens...


'O príncipe pode estar em qualquer lado. E pode mesmo. É uma questão de fé, totalmente arbitrária e aleatória, mas pode acontecer. A pessoa certa não é a mais inteligente, a que nos escreve as mais belas cartas de amor, a que nos jura a paixão maior ou nos diz que nunca se sentiu assim. A pessoa certa é aquela que quer mesmo ficar connosco. Tão simples quanto isto. Às vezes demasiado simples para as pessoas perceberem. O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe não é ele querer ser o homem da nossa vida. E há alguns que ainda querem. Os verdadeiros príncipes encantados não têm pressa na conquista porque como já escolheram com quem querem passar o resto da vida, têm todo o tempo do mundo. Ouvem-nos com atenção e carinho porque se querem habituar à nossa voz e entram-nos no coração bem devagar, respeitando as cicatrizes que só o tempo pode apagar. Podem parecer menos empenhados ou sinceros do que os anteriores, mas aquilo a que chamamos hesitação ou timidez talvez seja apenas uma forma de precaução para terem a certeza que não se vão enganar. O príncipe encantado não é o namorado mais romântico do mundo, que nos cobre de beijos, não é o que compra cd’s românticos, é o que nos ouve falar de tudo, mesmo das coisas menos agradáveis. Não é o que diz Amo-te, mas o que sente que talvez nos possa amar para sempre. O príncipe que sabe o que quer, não é o melhor namorado do mundo, é o namorado mais porreiro do mundo, porque não é o que olha todos os dias para nos, mas o que olha por nos todos os dias. Que partilha a vida e vê em cada dia uma forma de se dar aos que lhes são próximos. Que quando está cansado fica em silêncio, mas nunca deixa de nos envolver com um sorriso. O príncipe e um príncipe porque governa um reino, porque sabe dar e partilhar, porque ajuda, apoia e nos faz sentir que somos mesmo importantes. Claro que com tantos sapos no mercado, bem vestidos, cheios de conversa e tiradas políticas, como é que não nos enganamos? É fácil. Primeiro, é preciso aceitar que as vezes nos enganamos mesmo. E depois, e' preciso acreditar que um dia podemos ter sorte. E como o melhor de estar vivo e' saber que tudo muda, um dia muda tudo e ele aparece. Depois, é só deixá-lo ficar um dia atrás do outro. E SE FOR MESMO ELE, ELE FICA'


p.s. - Sempre que preciso lá está este texto colado ao meu roupeiro...não porque me precise lembrar que não há ninguém perfeito, mas porque como se sabe a ansia de por vezes ter alguém que se encaixe a nós de tal forma como uma peça de puzzle faz com que procuremos e procuremos..por vezes "quem mais escolhe menos acerta", já diz a minha mãe!e nós não precisamos de pessoas perfeitas, nós não o somos e ninguém será (até que um dia eventualmente nos tornemos máquinas)!precisamos de alguém que fundamentalmente goste de nós e que esteja lá quando precisamos e quando não precisamos...que esteja lá quando ela precisa de nós!devemos simplificar as coisas, clarificar a mente, descobrir e sermos descobertos (nunca por completo o mistério é e sempre será a "alma do negócio")...Ter consciência que aquilo que idealizamos será sempre uma utopia, raramente as coisas acontecem porque queremos e como queremos...mas não será isso que dá piada a tudo?! nem tudo o que nos dizem as palavras são para ser levadas a sério...devemos conhecer e ouvir a pessoa pelos seus gestos, acções e sem dúvida pelo olhar! Cada vez acredito mais que os nossos olhos são o espelho da aquilo que sentimos (eventualmente o espelho da alma), daquilo que somos, daquilo que queremos...toma atenção ao que eles te dizem...coloca te ao espelho e ve.te rir, eles sorriram contigo...se chorares são eles que libertam tudo o que tens acumulado dentro de ti! sente.te com raiva e eles meterão.te medo!!
bem, agora e para variar lá me dispersei...ou talvez não...porque é ao ler os olhos que podemos nos livrar dos sapinhos!!
Primeiro sente-te livre e depois avança para libertares outra mente!!

Lá diz o ditado "mais vale tarde do que nunca..."


olá a todos e todas!!
Após algumas tentativas (frustradas) de me mentalizar "vou criar um blog".....
Desta foi de vez!