
Vejo-te e tento não olhar-te...
No fundo das coisas que reprimo eu quero-te...
Eu fujo, mas encontras-me...
Eu escondo-me ao mostrar-me...
O frio deste calor tão pouco humano...
O cheio do vazio humano...
Desejo e rejeito-me...
Sinto-me tão dormente...
Este estado de apatia me faz sentir demasiado (mais do que queria...)...
A estranheza de tentar conhecer-me...
Saber-me tão desconhecida...
Estou tão certa das dúvidas...
Desconfio das certezas...
Farta de querer...
De poder não ter...
Farta de chorar em seco...
O sol que me escurece...
Aquilo que não existe e me acontece...
A realidade que vivo a sonhar...
Aquilo que odeio e tenho que amar...
Aquilo que adoro e tenho que detestar...
Ah! A dormência do cérebro que não pára de parar...
E, não se farta de pensar...
Eterna confusão limitada...
Pessoa completa de falhas...
Estes erros tão certos que faço...
A dor que o prazer me causa...
A noite que me ilumina de ideias...
A solidão que me abraça...
Odeio gostar...
Não entendo a Lei da Injustiça...
E, a Injustiça na Lei...
Não compreendo a esperteza dos estúpidos...
...
O cheiro da água...
A cor da água...
Sinto o secar dos pulmões...
Respiro, mas falta-me oxigénio...
Sinto-me inundar de Luz...
Emergir...
E, por fim evaporo-me....
Esperando que o céu chore de novo...para eu me reciclar nesta lixeira....
Sem comentários:
Enviar um comentário